Jornal Economia e Finanças

O sector bancário em Angola conta com pelo menos 873 profissionais especializados na Academia do Banco Angolano de Investimentos (BAI), em Luanda, entre 2013 e 2018. A instituição nasceu da ideia de uma universidade corporativa com o objectivo primordial de capacitar os trabalhadores com formação de excelência no sector.


Com seis anos de existência, a Academia BAI registou um crescimento de 614 para 6.067 no número de formandos que passaram pela instituição entre 2013 e 2018. Em termos globais, o somatório de pessoas que beneficiaram de alguma formação é de 14.518.


De acordo com um levantamento a que este jornal teve acesso, sem contar com os trabalhadores do BAI, os números em causa colocam o banco no topo do ranking das instituições privadas do segmento da banca que mais se preocupam com a elevação da capacitação técnica do capital humano do sector.


Todas as instituições bancárias licenciadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), soube este jornal, contam com pelo menos um profissional formado na Academia BAI, onde para além dos cursos de especialização na área da banca, há, igualmente, outras especializações relacionadas com o sector financeiro.


A formação profissional é um dos principais desafios da Associação Angolana de Bancos (ABANC), que anunciou no ano passado, durante a apresentação do relatório anual “Banca em Análise” da Deloitte, a intenção de continuar a “dar especial enfoque ao relacionamento com a Associação de Bancos Comerciais da SADC, procurando incentivar acções”, sobretudo de capacitação, “com vista a proporcionar um melhor conhecimento por parte dos bancos angolanos em relação àquilo que constitui a realidade dos sistemas bancários implementados na região”.


Erguida numa área construída de 19.780 metros quadrados, a escola conta com 20 salas de aulas com capacidade para 630 lugares, sendo quatro salas para o segmento executivo, quatro laboratórios de informática, dois auditórios e um centro cultural com uma sala multifunções.


Academia BAI resulta de uma aposta do BAI, que justifica o investimento com a ideia segundo a qual “configura-se necessário capacitar e ajudar a desenvolver os profissionais do sector, por forma que sejam todos mais inovadores, competitivos e excelentes, podendo ombrear com outros profissionais do mundo inteiro”.


A instituição de ensino surge como uma alternativa ao Instituto de Formação Bancária de Angola (IFBA), que durante muitos anos teve o monopólio de especialização.

Fonte: Jornal Economia e Finanças