O Banco Angolano de Investimentos (BAI) está interessado em financiar o relançamento do parque industrial da província do Huambo, que, neste momento, está praticamente inoperante.

A intenção foi manifestada nesta quarta-feira pela administradora para créditos, Inokcelina dos Santos, durante uma palestra sobre “Política de crédito no BAI- como apoiar o crescimento e desenvolvimento económico”, que contou com as presenças do governador da província, João Baptista Kussumua, e do presidente do Conselho Executivo do BAI, José de Lima Massano. Durante o acto, dirigido aos empresários dos ramos da agricultura, pecuária, pescas, comércio, hotelaria e turismo, indústria, transportes, serviços, construção civil, educação e formação, afirmou que o relançamento do parque industrial local deve ser feito através do capital do fundo de risco.

“Temos aqui, na província do Huambo, um parque industrial que está inactivo praticamente. Ele pode ser relançado através do capital do fundo de risco, havendo interesse e validade sobre o potencial poderão entrar como investidores a prazo e em tempo certo sair, apenas para se alavancar este potencial de negócio”, explicou. Inokcelina dos Santos disse também que as variáveis estão criadas para se investir e possibilitar que nesta província se eleve aos níveis da agricultura, pecuária e indústria do qual já esteve há alguns anos, mas para tal é fundamental haver propostas. Referiu que o BAI gostaria igualmente receber propostas de investimento no sector mineiro e turístico, tendo em conta as potencialidades locais.

“Estamos aqui para apoiar e financiar, mas de forma responsável. O potencial está identificado, mas gostaríamos que se apostasse mais na capacitação das pessoas, na gestão das empresas, a forma de abordagem dos negócios que têm de ser evidentemente rentável”, disse. Realçou que os empresários devem garantir a suficiência e a razoabilidade e evitar financiamentos muito grandes, sem as vezes terem condições de pagar a autenticação do contrato, assim como a comparticipação de risco do financiamento para investimentos que o banco solícita, normalmente.

A administradora do BAI defendeu ainda a necessidade dos empresários estabelecerem parcerias com o Estado, no sentido de haver linhas que possam abrir um leque de oportunidades para aqueles que têm menos capital. Nesta senda, desafiou os empresários desta região do país para apresentarem propostas que estão abertas para todos os sectores e seguimentos, através do BAI micro-finanças, pequenas e médias empresas. No entanto, disse que o banco tem mecanismos que ajudarão a mitigar os riscos, mas sempre pensando na rentabilidade dos negócios financiados.

Fonte: Angop

Publicado a 01/12/2017